Se já experimentaste o timer na lição anterior, reparaste provavelmente num número que se repete: 5.2 segundos. Não é arbitrário — é o tempo aproximado de cada inalação e cada expiração que, para a maioria das pessoas, produz o estado de coerência cardíaca: o momento em que a tua respiração, o teu ritmo cardíaco e o teu sistema nervoso ficam sincronizados.
Este ritmo — cerca de 6 respirações por minuto — é significativamente mais lento do que a respiração automática do dia a dia (que ronda as 12 a 20 respirações por minuto).
É essa cadência que activa o sistema nervoso parassimpático, o “travão” natural do corpo, e que explica porque uma prática de poucos minutos consegue mudar tão depressa o estado em que te encontras.
Não precisas de decorar nenhum número. É para isso que o timer existe — a cadência de 5.2 segundos está sempre lá, guiada por som, sem teres de contar nem de pensar. A tua única tarefa é seguir o som: inalar no tom mais agudo, expirar no tom mais grave.
Nas próximas lições, vais perceber como adaptar o timer à tua prática — se estás a começar, se preferes uma cadência mais suave no início, ou se queres usá-lo apenas como um cronómetro simples para outra prática (meditação, Chi Kung, Yoga).